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Prefeitura busca ajuda do Idema para remoção de jacarés em lago de Maracajaú

A Prefeitura de Maxaranguape informou que está em busca da cooperação do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema/RN) para iniciar o processo de retirada de jacarés de um lago localizada na praia de Maracajaú. O apelo da gestão municipal é para que o Instituto disponibilize profissionais qualificados para a elaboração do estudo de Autorização de Captura de Material Biológico (ACMB). Por sua vez, o Idema alega que já orientou a gestão sobre os procedimentos necessários para o processo, mas que até o momento não recebeu uma solicitação formal para a emissão da ACMB. As declarações foram repassadas por Pablo Ricelly, titular da Secretaria Municipal de Sustentabilidade Ambiental e Urbanismo (Sesurb), em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, nesta quarta-feira (23).

O lago onde os jacarés estão concentrados é sazonal, formado durante os períodos de maior intensidade de chuvas e localizado próximo a algumas residências. Segundo o secretário, além dos desafios relacionados à remoção dos animais, há também o trabalho de combater a prática de alimentar as espécies.

“Este é o esforço da Secretaria de Sustentabilidade Ambiental: conscientizar a população de que não pode alimentar os jacarés. Não pode jogar couro de frango, não pode jogar peixes. Isso porque, ao alimentar, o que acontece? Eles se reproduzem com mais velocidade e acabam gerando uma população muito maior”, explicou Pablo Ricelly.

O secretário defende que a resolução do problema deve ocorrer por meio de uma cooperação entre o Idema e o Ibama. De acordo com Ricelly, há cerca de dois meses, a Prefeitura encaminhou ofícios aos dois órgãos solicitando o início das etapas da ACMB. A autorização é necessária para regulamentar os processos de captura, coleta e transporte de animais silvestres e envolve etapas como levantamento, monitoramento e resgate de material biológico das espécies.

Em resposta à TRIBUNA DO NORTE, o Idema/RN informou que realizou uma visita técnica à lagoa de Maracajaú há pouco mais de um mês, oportunidade em que foi constatada uma baixa quantidade de jacarés, o que não representava risco “iminente” naquele momento. Durante uma reunião com a Sesurb, foi recomendada a realização da Autorização de Captura de Material Biológico (ACMB), necessária para o manejo adequado da fauna silvestre.

“Diante da demanda apresentada pelo município, o Idema orientou que fosse contratada uma empresa especializada ou técnicos habilitados, conforme determina a legislação ambiental. No entanto, a Prefeitura alegou ausência de recursos financeiros para realizar o procedimento”.

O órgão ambiental também observou que a Prefeitura de Maxaranguape não solicitou até o momento a Autorização de Captura de Material Biológico (ACMB), necessária para o manejo adequado da fauna silvestre. “O Idema segue à disposição para orientar e apoiar tecnicamente as ações ambientais que envolvam fauna silvestre no estado”, finaliza a nota.

Impasses para iniciar estudos
A proposta é que, após o início do processo pela Prefeitura de Maxaranguape, o Idema ofereça orientações técnicas tanto para o estudo sobre as espécies de jacarés da região de Maracajaú quanto para a posterior remoção dos animais. Pablo Ricelly afirma que a Prefeitura tem buscado o apoio do Idema para dar entrada no processo.

“O processo precisa ocorrer para que haja uma análise, mas o que estamos buscando é uma ação cooperada. Estamos pedindo que nos ajudem em todos os sentidos. O Idema tem os profissionais habilitados e um corpo técnico robusto para que possamos apresentar um estudo adequado. Não se trata de uma situação comum, estamos lidando com animais silvestres, de pequeno e grande porte, que podem gerar insegurança à população”, explicou o secretário.

Em relação à falta de recursos financeiros citada pelo Idema, Ricelly explicou que não há dotação orçamentária específica para a contratação de técnicos especializados. “É um assunto muito específico. Não existe recurso vinculado para fazer esse estudo de forma imediata e, dada a urgência, não teríamos tempo para iniciar um procedimento. Por isso, sugerimos na reunião com o Idema que eles nos fornecessem uma equipe para nos apoiar na elaboração da ACMB”, disse.

Enquanto as questões com o Idema não são resolvidas, Pablo Ricelly informou que o Ibama/RN já se dispôs a colaborar na captura dos jacarés. “O Ibama já se mostrou sensível à situação. O superintendente tem falado comigo para mobilizar uma equipe, estrutura física, veículos, enfim, todo o aparato necessário para a captura. Mas, com relação ao estudo, precisamos que o Idema nos ajude com essa contrapartida também”, afirmou.

Segundo o superintendente do Ibama/RN, Rivaldo Fernandes, tanto a Polícia Ambiental quanto as direções do Ibama no Ceará e na Paraíba foram acionados para monitorar a situação no lago de Maracajaú. Ainda, de acordo com ele, após a realização do ACMB o orgão vai poder entrar em ação para remover e encaminhar os animais ao local indicado pelos estudos.

Questionado sobre a possibilidade de enviar um novo ofício ao Idema, Pablo Ricelly disse que continuará buscando abrir novos canais de diálogo com o Instituto. “Estamos tentando contato novamente para demonstrar a urgência dessa necessidade. Enquanto isso, continuamos trabalhando para garantir a segurança da população”.

Fonte: Tribuna do Norte
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