As melhores rádios: FM 102.7 FM 95.9 FM 90.9 AM 1470

Sistema Rural de Comunicação

Rádios
do Grupo

Pobreza cai ao menor nível da história e atinge 33,5% no RN, aponta IBGE

A pobreza no Rio Grande do Norte caiu e atingiu, em 2024, o menor patamar desde o início da série histórica da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. Pela primeira vez, menos de 40% da população potiguar vive abaixo da linha da pobreza. Segundo os novos dados divulgados nesta quinta-feira (5), o Estado registrou 33,5% de pessoas nessa condição — uma queda de 10,3 pontos percentuais em comparação com 2023, quando o índice era de 43,8%.

 

A redução coloca o RN como o melhor desempenho do Nordeste, região que apresentou, no mesmo período, taxa média de pobreza de 39,4%. Além disso, o estado aparece à frente de unidades maiores, como Bahia, Ceará, Pernambuco e Maranhão, algo raramente visto nas estatísticas sociais.

A linha de pobreza utilizada pelo estudo considera como pobres aqueles que vivem com renda domiciliar per capita de até R$ 692 mensais, valor calculado pelo Banco Mundial e ajustado pelo Poder de Paridade de Compra (PPC). A extrema pobreza, por sua vez, abrange quem tem renda de até R$ 217.

Em 2024, o RN registrou 5,2% da população em extrema pobreza — o menor percentual desde 2014, ainda que acima da média nacional (3,5%).

Grande Natal lidera redução

A Região Metropolitana de Natal apresentou a maior queda entre todas as áreas do estado. De 2023 para 2024, a taxa de pobreza passou de 40,1% para 25,7%, redução de 14,4 pontos percentuais. A extrema pobreza caiu de 6,4% para 4,3%.

Na capital, Natal, o avanço também foi significativo. A pobreza recuou de 31,9% para 21,7%, enquanto a extrema pobreza caiu de 4,3% para 3,8%. A cidade está em situação mais favorável do que a média nacional — 23,1% de pobres e 3,5% de extremamente pobres.

O IBGE observa que áreas metropolitanas tendem a reagir mais rapidamente às mudanças no mercado de trabalho, especialmente em períodos de recuperação do emprego formal, como registrado no biênio 2023–2024.

Desigualdades persistem

A redução da pobreza não elimina a desigualdade de renda no estado — e, em alguns recortes, ela até se intensificou. O estudo aponta que sete em cada dez potiguares (70,1%) vivem com até um salário mínimo por mês, índice alto, porém inferior ao de 2023, quando eram 76,01%. O contingente sem nenhum tipo de rendimento caiu de 1,3% para 0,9%, o menor percentual da década.

A distribuição de renda em 2024 mostra:

  • 23,1% entre ¼ e ½ salário mínimo;
  • 35,4% entre ½ e 1 salário mínimo;
  • 11,4% entre 1 e 2 salários;
  • 6,7% entre 2 e 5 salários;
  • 2,2% acima de 5 salários.

O recorte por raça e gênero revela as desigualdades estruturais mais persistentes em 2024:

  • Homens brancos tiveram renda média de R$ 2.013;
  • Mulheres brancas: R$ 1.738 (13,67% a menos);
  • Homens pretos ou pardos: R$ 1.365 (32,2% a menos que homens brancos);
  • Mulheres pretas ou pardas: R$ 1.354 (32,75% a menos que homens brancos).

A desigualdade entre homens brancos e mulheres pretas ou pardas aumentou desde 2013, quando a defasagem era de 29,2%. O IBGE destaca que isso está ligado não apenas ao acesso desigual ao mercado de trabalho, mas ao tipo de emprego ao qual cada grupo é mais frequentemente direcionado: homens brancos seguem concentrados em funções de direção, gestão e áreas de maior remuneração.

Transferência de renda

O estudo do IBGE revela que o percentual de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza seria maior no Rio Grande do Norte se não existissem benefícios de programas sociais governamentais. Nesse caso, a proporção de pessoas vivendo abaixo da linha de extrema pobreza em 2024 teria sido de 16,2%, e não os 5,2% observados.

Já a proporção de pessoas na pobreza teria sido de 40,4% da população potiguar. A mesma tendência é observada na Região Metropolitana de Natal, que teria 31,2% de sua população abaixo da linha de pobreza e 12,6% na extrema pobreza em um cenário em que os benefícios financeiros dos programas de transferência de renda não existissem.

 

Fonte: Tribuna Norte

Fique por dentro das principais notícias do dia na sua região e no mundo. Entre na comunidade oficial da Rádio 102 FM e mantenha-se sempre informado. -> (CLIQUE AQUI)

Compartilhe nas rede sociais

Mais notícias

Brasil enfrenta Panamá no Maracanã em último jogo no país antes da Copa do Mundo

Prefeitura de Caicó anuncia ajustes na estrutura administrativa

Geraldo Alckmin anuncia saída do Ministério da Indústria no dia 4 para ficar apto à disputa eleitoral

Latino e equipe sofrem acidente de ônibus em rodovia no interior de São Paulo

Ponte entre Alto do Rodrigues e Carnaubais é interditada pelo DER; veja rotas alternativas

Olá, como podemos te ajudar?