Desde a ofensiva sem precedentes dos Estados Unidos contra Venezuela de Nicolás Maduro, no último sábado 3, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou outros cinco países em diferentes regiões do mundo, numa escalada retórica que acende alertas e gera temor de novas intervenções militares.
Em apenas três dias, Trump apontou Colômbia, Cuba, México, Irã e Groenlândia, este último território semiautônomo da Dinamarca, como territórios de alguma forma prioritários para a segurança dos EUA.
O caso de maior tensão é o de Bogotá. O republicano disse no fim de semana que o líder colombiano, Gustavo Petro, deveria “tomar cuidado” e descreveu o primeiro presidente de esquerda do país como “um doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la” para os EUA. Em tom de ameaça, ainda acrescentou que “ele [Petro] não vai fazer isso por muito mais tempo”.
Em seguida, questionado se os EUA fariam uma ação militar contra a Colômbia, o americano afirmou que a ideia lhe parecia boa. Petro rebateu dizendo que “pegará em armas” diante das ameaças de Trump.
Em relação ao México, outra nação da América Latina governada pela esquerda, Trump afirmou que o país não faz o suficiente para reprimir os cartéis de drogas. Assim, afirmou, Washington terá de “fazer alguma coisa”, considerando que as substâncias ilícitas estariam inundando o território mexicano.
Também no fim de semana, em entrevista publicada pela revista The Atlantic no domingo 4, Trump voltou a dizer que a Groenlândia, território dinamarquês no Ártico, é de interesse dos EUA. No mesmo dia, afirmou que a região é essencial “do ponto de vista da segurança” de Washington.
Trump ainda voltou a ameaçar o Irã. O republicano afirmou que Washington vai ajudar manifestantes no país persa se as forças de segurança atirarem contra eles.
Fonte: Agora RN
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