O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, se reuniu com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, nesta terça-feira 27, e defendeu a ampliação da abertura de mercados, o fortalecimento da indústria de transformação e apresentou pautas estratégicas do Rio Grande do Norte. O encontro se deu na Cidade do Panamá, dentro da programação do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), no Panamá. Serquiz integra a missão empresarial organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Fórum, que iniciou nesta terça e segue até a sexta-feira 30.
Na reunião, o presidente da FIERN reforçou a importância do estímulo à indústria de transformação para fortalecer a produção nacional. “Entre os países latino-americanos e caribenhos, a China é o segundo país que mais faz negócios, e consolida sua presença internacional justamente com a indústria de transformação como moeda de troca”, destacou Serquiz.
Ele parabenizou a iniciativa do governo federal de buscar novos mercados para a indústria brasileira. “Inclusive há uma busca e um esforço na América Latina e Caribe, regiões com grande potencial”, destacou.
Serquiz também alertou para preocupações e desafios específicos de cadeias produtivas exportadoras do Rio Grande do Norte. Entre os pontos abordados, destacou a pesca, setor que aguarda avanços regulatórios e a ampliação do acesso ao mercado europeu. Outro tema foi o sal, com menção aos impactos da tabela de frete da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que, segundo ele, compromete a competitividade do produto potiguar frente a concorrentes internacionais, além de entraves relacionados à carga tributária.

Na reunião, o presidente da FIERN aproveitou para apresentar os potenciais econômicos do Rio Grande do Norte, citando áreas como fruticultura, energias renováveis, petróleo, mineração, pesca e a própria indústria de transformação, que, segundo ele, atua como eixo integrador dessas cadeias. “Convidamos o ministro para uma visita ao nosso estado para conhecer de perto esses potenciais e dialogar de perto o diálogo direto para o avanço de pautas estratégicas regionais”, comentou.
FIERN participa de Fórum Econômico da América Latina e Caribe
A missão empresarial da CNI ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), no Panamá, prevê imersão dos participantes no ecossistema econômico e institucional da região, com agendas estratégicas de desenvolvimento, investimento e integração econômica, além de oportunidades de aproximação com empresários locais. A iniciativa tem apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e parceria do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN) e do Fórum Nacional da Mulher Empreendedora (FNME).
Para Serquiz, a participação no Fórum reforça a necessidade de o Brasil intensificar sua presença internacional. “O país precisa ampliar mercados, e o Rio Grande do Norte tem potencial para contribuir de forma efetiva nesse processo”, avaliou.
Além das reuniões bilaterais, a delegação da CNI realizará um encontro do Conselho Industrial do Mercosul e lançará, em parceria com o CAF e com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma consulta empresarial sobre os desafios da mulher no comércio internacional na América Latina.

Durante o fórum acontece também a Rodada de Negócios América Latina e Caribe: Conexão ao Mercado Global. O objetivo é aproximar a oferta exportável da região da demanda global, impulsionando comércio, investimentos e novas parcerias. A iniciativa prevê encontros direcionados entre empresas brasileiras, compradores internacionais, parceiros locais, investidores, instituições financeiras e representantes de diversos países da região. Estão previstos 150 compradores internacionais, 300 exportadores da América Latina e mais de quatro mil reuniões individuais.
A expectativa da CNI é de resultados práticos para as empresas participantes. “Estamos falando de um mercado com comércio bilateral recorde, grande potencial que pode ser mais explorado e uma agenda intensa de encontros empresariais. Esperamos que a missão resulte em parcerias, investimentos e novos caminhos para a internacionalização das empresas brasileiras”, afirma o diretor Paulo Afonso Ferreira.
Integram a delegação da CNI lideranças das federações da indústria – os presidentes Jamal Bittar (FIBRA), Cassiano Pereira (FIEPB), André Rocha (FIEG) e Carlos Henrique Passos (FIEB) –, a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri; e a vice-presidente do Fórum Nacional da Mulher Empreendedora, Janete Vaz; além de representantes de câmaras de comércio, entidades setoriais e empresas brasileiras.
Fonte: Agora RN
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