A CPI do Crime Organizado marcou para esta semana os depoimentos dos governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL). A previsão é que Ibaneis seja ouvido nesta terça-feira 3, enquanto Castro deve depor na quarta-feira 4.
As oitivas estavam inicialmente previstas para dezembro, mas acabaram adiadas. Os convites aos dois governadores foram aprovados logo no início dos trabalhos da comissão, em novembro. Até a noite de segunda-feira 2, no entanto, nenhum dos dois havia confirmado oficialmente a presença.
Segundo integrantes da CPI, o objetivo é ouvir um balanço das políticas de segurança pública adotadas nos estados, o cenário local de atuação de facções criminosas e as boas práticas implementadas pelos governos estaduais. No caso de Ibaneis Rocha, o depoimento também pode abordar questionamentos relacionados ao caso Banco Master.
O governador do Distrito Federal foi citado em depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira. O empresário afirmou ter mantido conversas pontuais com Ibaneis sobre a proposta de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Para o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), há indícios de que a atuação do banco apresenta características típicas de crime organizado, o que motivou o aprofundamento das investigações.
Parlamentares da oposição defendem ainda que a comissão avance em pedidos de convocação e quebras de sigilo envolvendo o Banco Master, além de apurar possíveis ligações com familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Instalada para investigar o avanço do crime organizado no país, a CPI tem funcionamento previsto até abril. Entre as linhas de apuração estão a lavagem de dinheiro e a atuação de escritórios de advocacia. Desde dezembro, a comissão iniciou a rodada de oitivas com governadores, tendo ouvido primeiro o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).
De acordo com o relator, os convites aos chefes dos Executivos estaduais buscam compreender a dinâmica das facções criminosas em diferentes regiões, os principais desafios no combate à criminalidade e as estratégias de inteligência e cooperação entre estados. No total, foram sugeridos convites a 22 autoridades, entre governadores e secretários de Segurança Pública, cuja participação não é obrigatória.
No caso do Rio de Janeiro, a CPI deve abordar a atuação do Comando Vermelho, facção que tem base territorial no estado. Em outubro, o governador Claudio Castro autorizou uma megaoperação policial contra o grupo, que resultou em mais de 120 mortes e foi considerada a mais letal do país.
Fonte: Agora RN
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