O Palmeiras reafirmou sua supremacia no futebol paulista ao derrotar o São Paulo Futebol Clube por 2 a 1, em Barueri, e assegurar presença na final do Campeonato Paulista pelo sétimo ano consecutivo.
Campeão em quatro das seis decisões disputadas desde 2020, o time comandado por Abel Ferreira chega à decisão contra o Novorizontino após apresentar, no clássico, sua atuação mais sólida na temporada.
Sem surpresas na escalação e com Arias novamente entre os reservas, o Verdão entrou no Choque-Rei consciente de que precisava evoluir sem a bola. A equipe já demonstrava maior fluidez na construção ofensiva, mas carecia de maior consistência defensiva no próprio campo. A resposta veio em campo, com postura agressiva e compactação eficiente.
Desde os primeiros minutos, o Palmeiras assumiu o controle da posse e adiantou suas linhas para pressionar a saída rival — marca registrada da era Abel. Foi assim que abriu o placar ainda na etapa inicial, repetindo a fórmula já utilizada no confronto da primeira fase: recuperação no campo de ataque e finalização precisa de Mauricio, o camisa 18, novamente decisivo.
A engrenagem ofensiva encaixou como nos melhores momentos do ciclo recente. Diferentemente de outras partidas em que o adversário encontrava espaços ao superar o primeiro combate, desta vez o sistema defensivo sustentou o ímpeto ofensivo. Marlon Freitas protegeu com eficiência a entrada da área, Andreas travou o setor criativo ao neutralizar Marcos Antônio, e a dupla de zaga impôs respeito.
Murilo, em especial, teve atuação segura nos duelos com Calleri. O defensor, que atravessa temporada de retomada técnica, foi o líder em desarmes da equipe, com quatro intervenções decisivas. Mauricio também se destacou no trabalho sem bola, fechando o lado esquerdo ao lado de Piquerez e dificultando as investidas tricolores.
Pelo lado direito, Allan e Khellven não exibiram a mesma sincronia, mas o São Paulo pouco produziu na primeira etapa. Em transições rápidas após roubadas de bola, o Palmeiras teve oportunidades para ampliar antes do intervalo — a mais clara desperdiçada por Piquerez, que finalizou sem precisão.
O segundo gol veio em jogada ensaiada de bola parada. Após cobrança de falta trabalhada, Flaco López apareceu para ampliar a vantagem e oferecer aparente tranquilidade aos donos da casa. Até então, o controle do jogo era evidente, com o adversário encontrando dificuldades para infiltrar ou ameaçar pelo alto, setor em que Gómez e Murilo foram dominantes.
O panorama mudou com a marcação de um pênalti discutível convertido por Calleri, ainda com cerca de 20 minutos por disputar. O desconto alterou o ritmo do clássico. O São Paulo passou a ocupar o campo ofensivo e a pressionar em busca do empate, enquanto o Palmeiras recuou linhas e passou a apostar em contra-ataques.
Mesmo com menos posse ao fim da partida — 48% —, o time alviverde soube administrar o cenário adverso. O setor mais explorado pelo rival foi a intermediária, mas a defesa manteve-se sólida nas bolas aéreas e nas disputas individuais. Carlos Miguel, pouco exigido, realizou apenas uma defesa, sem grau elevado de dificuldade, evidência de que a pressão final foi mais territorial do que efetiva.
Fonte: Agora RN