A ampliação da malha aérea do Rio Grande do Norte e o fortalecimento da conectividade do Estado com mercados nacionais e internacionais estiveram no centro de uma reunião realizada nesta segunda-feira 15, em Brasília, entre representantes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.
Representando o Rio Grande do Norte, o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, participou do encontro ao lado do presidente da CNC, José Roberto Tadros. A agenda teve como foco os desafios da aviação civil brasileira, as estratégias para expansão da integração aérea e os impactos da conectividade sobre o turismo e o desenvolvimento econômico regional.
Para a Fecomércio RN, a pauta possui caráter estratégico diante dos desafios históricos enfrentados pelo Estado na ampliação da oferta de voos e na conexão com importantes centros emissores de turistas, investidores e negócios.
Durante a reunião, o ministro apresentou oficialmente a Agenda Conectar Brasil, programa do governo federal voltado à ampliação da integração aérea nacional, modernização de aeroportos regionais e fortalecimento da conectividade entre diferentes regiões do País.
A iniciativa busca ampliar o acesso ao transporte aéreo, fortalecer a infraestrutura aeroportuária e estimular o desenvolvimento econômico por meio de uma rede mais eficiente de ligações entre cidades brasileiras.
No encontro, a CNC reiterou apoio às políticas voltadas para a expansão da aviação regional e alertou para os desafios enfrentados pelas companhias aéreas diante do aumento dos custos operacionais, especialmente relacionados ao combustível de aviação.
Segundo José Roberto Tadros, o fortalecimento da malha aérea é um elemento fundamental para ampliar o fluxo turístico, integrar mercados consumidores e criar condições para o surgimento de novos investimentos.
Além da expansão da conectividade, o debate abordou alternativas para aumentar a concorrência no setor aéreo. Entre os temas discutidos estiveram propostas relacionadas à cabotagem aérea, mecanismos de redução de custos operacionais e medidas voltadas à melhoria da eficiência do transporte aéreo brasileiro.
A CNC defendeu a adoção de políticas capazes de ampliar a integração entre os Estados e reduzir desigualdades regionais no acesso à aviação comercial.
Para o Rio Grande do Norte, a discussão ganha relevância adicional diante da importância do turismo para a economia estadual. O setor responde por parcela significativa da geração de emprego e renda, especialmente em municípios ligados ao turismo de lazer, negócios e eventos.
Marcelo Queiroz destacou que a ampliação da conectividade aérea representa uma condição necessária para aumentar a competitividade do Estado.
“O fortalecimento da malha aérea é uma pauta estratégica para o Rio Grande do Norte. Mais voos significam maior competitividade para o nosso turismo, mais oportunidades para o comércio e os serviços e melhores condições para atração de investimentos. A ampliação da conectividade do Estado é fundamental para impulsionar o desenvolvimento econômico e gerar emprego e renda”, afirmou.
A avaliação da Fecomércio RN é que uma rede aérea mais ampla pode contribuir para reduzir custos logísticos, facilitar o deslocamento de turistas e empresários e fortalecer a integração do Estado com os principais polos econômicos do país.
O tema também se insere em um contexto de retomada gradual da aviação brasileira após os desafios enfrentados pelo setor nos últimos anos. Embora o movimento de passageiros tenha apresentado recuperação, entidades empresariais continuam defendendo medidas que ampliem a oferta de voos e tornem o transporte aéreo mais acessível.
Para o Rio Grande do Norte, a expectativa é que iniciativas como a Agenda Conectar Brasil possam criar condições para a ampliação de rotas nacionais e internacionais, fortalecendo a posição do Estado no mercado turístico e ampliando sua capacidade de atrair investimentos.
A reunião encerrou-se com o compromisso de manutenção do diálogo entre governo federal e setor produtivo para construção de soluções voltadas à expansão da aviação regional e ao fortalecimento da conectividade aérea como instrumento de desenvolvimento econômico.
Fonte: Agora RN