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Viúva e filha de Renato Machado tomam atitude sobre velório; público se surpreende

O jornalismo brasileiro se despede nesta semana de uma de suas vozes mais elegantes e marcantes. O velório do jornalista e apresentador Renato Machado, que faleceu na última quinta-feira, 16, aos 83 anos, será aberto ao público. A cerimônia de despedida acontece nesta sexta-feira, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, dando a oportunidade para que amigos, colegas de profissão e os inúmeros admiradores que o acompanharam ao longo de quatro décadas na televisão possam prestar suas últimas homenagens de perto.

As informações sobre o funeral do artista foram compartilhadas publicamente pela família e por amigos próximos, como o escritor e também jornalista Edney Silvestre. A cerimônia será realizada no Memorial do Carmo, localizado no bairro do Caju. De acordo com o cronograma divulgado, os portões da capela serão abertos para a visitação pública a partir das 11h30. Após o período de homenagens, o corpo do ex-comandante do Bom Dia Brasil será encaminhado para a cremação, agendada para ocorrer no mesmo local, por volta das 14h30.

Onde ele faleceu?
Renato Machado estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio, onde foi confirmado o seu falecimento. A causa da morte não foi divulgada oficialmente pelas instituições de saúde.

A repercussão da perda do comunicador parou o país e gerou uma onda de forte comoção nas redes sociais e na televisão. Na noite de quinta-feira, o Jornal Nacional dedicou um encerramento inteiramente silencioso e uma longa reportagem especial comandada por César Tralli para homenagear a trajetória do profissional, definido por colegas como “o lorde” da TV. Importantes nomes como Renata Vasconcellos, William Bonner, Pedro Bial e Ana Paula Araújo deram depoimentos emocionados sobre o legado do veterano. Em 2016, sua excelência profissional foi reconhecida internacionalmente com uma indicação ao prêmio Emmy Internacional pela reportagem “A Arte Como Passaporte”, exibida no Globo Repórter.

Nascido com o talento raro de encontrar a palavra exata para cada notícia, fora o tom sofisticado e nobre, Renato começou sua caminhada na comunicação em 1969, no Jornal do Brasil. Em 1982, estreou na TV Globo e logo se destacou na cobertura histórica da Guerra das Malvinas. Ele também atuou por anos como correspondente internacional em Londres, cobrindo episódios que mudaram o mundo, como o desastre nuclear de Chernobyl e os atentados em Paris. Mas foi na bancada do Bom Dia Brasil, onde permaneceu por 15 anos como apresentador e editor-chefe, que ele transformou as manhãs dos brasileiros com seu estilo refinado e inovador. Renato deixa a esposa, Mônica Morel, a filha, Maria Eduarda Machado, e a neta, Serena.

 

 

 

 

Fonte: Contigo

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