A identificação de gás natural em um poço terrestre no Campo de Sanhaçu, na Bacia Potiguar, trouxe otimismo ao setor de petróleo e gás do Rio Grande do Norte. Representantes do segmento veem na descoberta da Brava Energia uma oportunidade para atrair investimentos, ampliar a produção terrestre e fortalecer fornecedores locais. Em comunicado ao mercado divulgado em 15 de outubro, a empresa informou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a presença de hidrocarbonetos em seu primeiro poço exploratório onshore no campo. A perfuração do poço 3-SAN-6D-RN atingiu 2.230 metros de profundidade e identificou gás no reservatório principal.
Para Criste Jones, presidente da Rede de Petróleo, Gás e Energia (Redepetro RN), a descoberta é positiva para a produção terrestre e a cadeia produtiva local. “Ainda que o projeto esteja na fase de dimensionamento do reservatório e viabilidade comercial, a perspectiva de desenvolvimento dessa acumulação abre caminho para novos ciclos de investimento na região. Isso engloba serviços de engenharia, teste de poços, perfuração, manutenção, logística e infraestrutura de escoamento”, afirma. Segundo Jones, uma eventual ampliação da oferta de gás pode aumentar a competitividade da indústria potiguar, fortalecer o polo de processamento e transição energética e gerar empregos e renda.
Marcos Brasil, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do RN (Sindipetro-RN), também avalia a descoberta positivamente. Para ele, uma produção relevante poderá ampliar a riqueza gerada no estado e atrair investimentos. “Se der uma produção relevante, representa mais riqueza para o estado, porque o gás é valioso no mundo inteiro, e vai atrair novos investimentos para viabilizar essa produção”, projeta. Ele acrescenta que a exploração pode gerar empregos e ampliar a demanda por bens e serviços.
A descoberta não significa início imediato da produção comercial. A Brava ainda realizará avaliações técnicas para dimensionar a acumulação e estimar sua capacidade produtiva. A empresa não divulgou volumes de recursos, projeções de produção ou cronograma para o desenvolvimento do projeto, mas informou que manterá o mercado atualizado sobre os resultados.
Adquirido pela Brava em dezembro de 2021, o Campo de Sanhaçu integra o cluster Potiguar. A produção começou em 2012, e o término está previsto para 25 de novembro de 2036.
FONTE TRIBUNA DO NORTE
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