Israel realizou dois ataques contra o Hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza, nesta segunda-feira 25, resultando em 20 mortos, entre eles um socorrista e quatro jornalistas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo Hamas. O hospital é o maior da região e já havia sido alvo de bombardeios anteriores ao longo da guerra, que completa 22 meses.
Segundo autoridades locais, o primeiro ataque ocorreu com um drone explosivo que atingiu o quarto andar do hospital. Em seguida, um bombardeio aéreo foi lançado no momento em que equipes de resgate, jornalistas e civis chegavam para socorrer as vítimas.
Entre os jornalistas mortos estão Hussam al-Masri, repórter de imagem contratado pela Reuters; Mariam Abu Dagga, freelancer; Mohammed Salama, repórter fotográfico da Al Jazeera; e Moaz Abu Taha, da NBC. A Reuters informou que sua transmissão foi interrompida abruptamente no instante em que Masri foi atingido.
Além das mortes, Hatem Khaled, fotógrafo da Reuters, ficou ferido. De acordo com o Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza, desde outubro de 2023, ao menos 244 jornalistas e profissionais da comunicação já perderam a vida no conflito.
Este não é o primeiro ataque ao Hospital Nasser. Em junho, uma ofensiva israelense matou três pessoas e feriu dez. Na época, Israel alegou que combatentes do Hamas usavam o local como centro de comando, mas não apresentou provas.
Israel sustenta que grupos do Hamas atuam dentro de hospitais em Gaza, justificando as ofensivas, enquanto organizações internacionais denunciam as ações como violações do direito humanitário, por atingirem áreas civis e médicas.
Fonte: Agora RN