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Empresa de energia eólica aposta em turismo comunitário no Geoparque Seridó

O potencial turístico do Geoparque Seridó, com sua geodiversidade e sítios arqueológicos, é palco de uma iniciativa que busca o desenvolvimento sustentável em comunidades do Rio Grande do Norte. A Elera Renováveis, que atua na região, implementou em 2023 um programa voltado ao fortalecimento do turismo de base comunitária do Seridó, na área de influência do seu Complexo Eólico. O projeto alia geração de renda e valorização cultural, capacitando moradores locais para atuarem na economia do turismo na região.

“O programa vai além da sustentabilidade e cria condições para que a própria comunidade assuma o protagonismo do seu desenvolvimento. Ao envolver a população local desde o início e de forma contínua, fortalecemos um ambiente colaborativo que respeita as particularidades de cada território e promove benefícios sociais e econômicos duradouro”, afirma Tatiana Ricota, diretora de Sustentabilidade da Elera.

Ela explica que a iniciativa está alinhada com as metas da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, em especial o ODS8, que promove o crescimento inclusivo, o trabalho digno e a integração social.

A ação é construída a partir do diálogo com a Secretaria do Estado de Turismo do Rio Grande do Norte (Setur-RN), o Geoparque Seridó, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema/RN) e lideranças locais, em parceria com o Instituto Vivejar.

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Iniciativa está alinhada com as metas da ONU para o Desenvolvimento Sustentável – Foto: Instituto Vivejar/Reprodução

Capacitação de moradores

Para que o turismo se torne uma fonte efetiva de renda, o programa promoveu treinamentos práticos. Um exemplo ocorreu em Parelhas (RN), município reconhecido por seus sítios arqueológicos e pela imponente Serra das Queimadas. Lá, um curso de turismo arqueológico formou 41 moradores como guias e condutores de turismo, capacitando-os a apresentar e preservar o patrimônio local enquanto fortalecem a economia da comunidade.

A comunidade também foi capacitada em temas como precificação, atendimento ao turista e elaboração de projetos para captação de recursos, ferramentas para a autonomia dos empreendimentos locais. O programa incentivou ainda a liderança feminina e promoveu a criação de um selo comunitário, reforçando o valor e a autenticidade dos produtos artesanais.

Além da capacitação de pessoas, o programa investiu em ações estruturantes para dar suporte à atividade turística. A iniciativa investiu no planejamento institucional do Geoparque Seridó e no perfil “Visite o Geoparque Seridó” no Instagram, além de produzir a história em quadrinhos “Mascotes do Geoparque Seridó”. No Sítio Mirador, foram realizadas melhorias de infraestrutura com foco na conservação e na qualificação do atrativo para a recepção de visitantes.

 

Setor aposta em turismo

A instalação de parques para geração de energia eólica no país cria um cenário com novas oportunidades para o turismo e, ao mesmo tempo, de possíveis consequências negativas para o setor. As estruturas dos aerogeradores podem se tornar pontos de interesse para visitação e complementar a economia, mas também são alvo de críticas sobre alteração da paisagem, restrição de acesso a áreas naturais e geração de ruído.

O setor de energia eólica identifica possibilidades de desenvolvimento turístico com as turbinas, que podem se tornar pontos de interesse para fotos e visitas. Além disso, os parques podem ser integrados a rotas de ecoturismo, com trilhas para caminhadas e ciclismo.

Apesar dos benefícios, a implementação dos projetos pode gerar impactos, especialmente com planejamento inadequado. A principal crítica é a alteração da paisagem, com as torres sendo consideradas uma poluição visual, em especial quando instaladas em áreas de beleza natural como praias e montanhas, o que pode afastar alguns visitantes.

Outro ponto levantado é a possível restrição de acesso a certas áreas que antes eram usadas para recreação, como dunas e praias, afetando atividades turísticas já existentes. O som produzido pelo movimento das pás também pode ser perceptível e gerar desconforto para residentes e visitantes, a depender da distância das turbinas.

A integração entre os setores de energia e turismo demonstra que a atividade eólica pode, além de gerar eletricidade, impulsionar a economia local e oferecer experiências aos visitantes.

 

Fonte: Agora RN
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