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Ouro, melancia e melão lideram exportações do RN em setembro; saldo foi de US$ 58,3 milhões, diz governo

Estado exportou US$ 85,6 milhões no mês e ficou em terceiro lugar no Nordeste em saldo comercial, segundo dados divulgados pelo governo estadual.

O ouro, a melancia e o melão foram os principais produtos exportados pelo Rio Grande do Norte em setembro de 2026. No período, o estado vendeu US$ 85,6 milhões ao mercado internacional e importou US$ 27,3 milhões, registrando um superávit comercial de US$ 58,3 milhões.

Com o resultado, o Rio Grande do Norte ficou na terceira posição entre os estados do Nordeste com os maiores saldos da balança comercial em setembro. Os dados são do 24º Boletim da Balança Comercial do RN, elaborado com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e divulgado pelo governo estadual.

O principal produto exportado foi o bulhão dourado em formas brutas, que movimentou US$ 34,4 milhões. Em seguida, aparecem as melancias frescas, com US$ 12,7 milhões, e os melões frescos, com US$ 9,7 milhões.
Também estão entre os produtos mais vendidos ao exterior os óleos combustíveis, com US$ 7,4 milhões, e os minérios de tungstênio, que somaram US$ 3 milhões.
Juntos, os cinco produtos responderam por 78,5% das exportações potiguares em setembro.

Canadá foi principal destino das exportações

O Canadá foi o principal comprador de produtos do Rio Grande do Norte em setembro, com US$ 30,6 milhões em aquisições.
Os Países Baixos ficaram em segundo lugar, com US$ 21,8 milhões, seguidos pelo Reino Unido, com US$ 9,9 milhões. Suíça e Estados Unidos completam a lista dos cinco principais destinos, com US$ 4,6 milhões e US$ 3,9 milhões, respectivamente.
Esses cinco países concentraram 82,7% das exportações do estado no mês.

Importações somaram US$ 27,3 milhões

Entre os produtos importados pelo Rio Grande do Norte, o trigo e suas misturas com centeio, exceto para semeadura, lideraram a lista, com US$ 5,3 milhões.
O estado também comprou poli(cloreto de vinila), conhecido como PVC, por US$ 1,3 milhão, além de queijos tipo mussarela, que somaram US$ 1,1 milhão. Caixas de papel ou cartão e conversores elétricos estáticos movimentaram US$ 1 milhão cada.

A China foi a principal origem das importações potiguares, com US$ 8,4 milhões, seguida pela Argentina, com US$ 7,8 milhões, e pela Espanha, com US$ 2,5 milhões. Egito e Estados Unidos registraram US$ 1 milhão cada.

Comércio exterior cresce 22% no ano

De janeiro a setembro de 2026, a soma das exportações e importações do Rio Grande do Norte ultrapassou US$ 1,3 bilhão, um crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, o saldo da balança comercial aumentou 46%, segundo o boletim estadual.

Para os últimos meses do ano, o governo aponta a fruticultura como um dos setores com potencial para ampliar as exportações, especialmente pela comercialização de melões, melancias e outras frutas frescas. Os setores mineral e energético também contribuem para as vendas potiguares ao mercado internacional.

FONTE G1 RN

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