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Petrobras retoma exploração no RN

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira 26 a obtenção de licença ambiental para perfurar três poços de petróleo na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, em um movimento que marca a retomada das operações da estatal no Estado e reacende as perspectivas de exploração na Margem Equatorial. A autorização foi concedida pelo Ibama e os detalhes foram apresentados durante reunião com a governadora Fátima Bezerra, em Natal.

A licença permite a perfuração dos poços Mãe de Ouro, Inhame e Taianga, localizados nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762. O primeiro a entrar em operação será o Mãe de Ouro, em águas profundas, a cerca de 52 quilômetros da costa potiguar e a mais de 2 mil metros de profundidade. Considerado o principal alvo exploratório, o poço tem indícios de presença de petróleo e deve receber a sonda de perfuração que será deslocada do Amapá a partir de julho.

Segundo a governadora, a iniciativa representa um marco para a economia local. “Esse é um passo histórico que pode inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico para o Rio Grande do Norte”, afirmou. Ela acrescentou que se trata de um projeto com potencial para gerar empregos, atrair investimentos e fortalecer a cadeia produtiva, “sempre com responsabilidade ambiental e segurança jurídica”.

Além da exploração em águas profundas, a Petrobras informou que investirá mais de R$ 1,5 bilhão no chamado “arrasamento” de poços antigos — técnica voltada à finalização de estruturas que não produzem mais. A medida deve alcançar cerca de 100 municípios potiguares, com impacto direto na geração de postos de trabalho.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, avalia que o conjunto de investimentos pode alterar de forma relevante a estrutura econômica do Estado. Segundo ele, a produção nos novos poços pode alcançar até 100 mil barris por dia, com potencial de elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte em até 30%, em um cenário de expansão.

Fonseca também destacou a criação de um cluster offshore voltado à exploração e produção de petróleo e gás, além de investimentos previstos em infraestrutura logística, como construção de plataformas, embarcações, estrutura portuária e até suporte aéreo com uso de aeroportos como bases operacionais. “O nível de complexidade é elevado e os aportes serão bilionários, com efeitos em cadeia sobre diversos setores”, disse.

De acordo com o governo estadual, os primeiros impactos econômicos podem ser percebidos entre seis meses e dois anos, enquanto o ciclo completo de desenvolvimento — incluindo consolidação da infraestrutura e da cadeia logística — deve atingir o auge em até seis anos. A estimativa é de que, somados, os investimentos ultrapassem R$ 2,5 bilhões no Estado.

A retomada das operações da Petrobras no Rio Grande do Norte ocorre em um contexto de busca por maior autonomia energética no país, em meio a incertezas geopolíticas globais, e reforça a aposta na Margem Equatorial como nova fronteira exploratória.

 

Fonte: AgoraRN

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