A pesquisa científica em saúde no Rio Grande do Norte voltou a receber financiamento do Programa de Pesquisa para o SUS após 13 anos. O estado terá um investimento de R$ 4 milhões na edição de 2025. O anúncio foi feito nesta quinta-feira 11 pela governadora Fátima Bezerra, durante evento no Centro Administrativo.
“Esse investimento só está sendo possível graças ao que fizemos para organizar o sistema de fomento à pesquisa do nosso estado, o que não foi fácil. E um investimento como esse, no final, significa avanço na qualidade de vida e na dignidade do nosso povo”, afirmou Fátima.
O financiamento é partilhado entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e da Fundação de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação do RN (Fapern), que aportaram R$ 1 milhão, e o Ministério da Saúde, via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), responsável por R$ 3 milhões. “O SUS pode ser um imenso campo de pesquisa e desenvolvimento, que foi colocado em desgraça durante a gestão federal anterior. Agora, podemos olhar para frente e ver que os investimentos em ciência fazem parte dessa reconstrução do nosso país”, disse o secretário de Saúde Pública, Alexandre Motta.
O valor previsto para 2025 é maior do que a soma de todos os editais anteriores em que o estado participou, entre 2004 e 2012. O objetivo do programa é apoiar e fortalecer pesquisas e o desenvolvimento de ferramentas para melhoria da saúde pública. “A Fapern fez todo um planejamento estratégico conectado com as demandas da rede de saúde, com o objetivo de incentivar a regionalização”, afirmou o diretor-presidente da Fapern, Gilton Sampaio.
O programa é dividido em quatro eixos: regionalização, gestão do trabalho e da educação, sistemas de informação e atenção à saúde, totalizando 41 linhas de pesquisa. A previsão é de que o resultado da chamada seja publicado em julho. “A gente investe para que o SUS avance e melhore as condições de atendimento à população brasileira. O programa consegue fomentar ciência no país inteiro”, disse Patrícia Couto, coordenadora-geral de pesquisas do Ministério da Saúde.
Fonte: Agora RN