O aterro sanitário de Mossoró tem cerca de dois anos de vida útil restante e já é motivo de preocupação da gestão municipal. A informação foi dada pelo secretário de Serviços Urbanos, Miguel Rogério, em entrevista ao programa Cenário Político, da TCM Mossoró, na quarta-feira 19.
“O aterro sanitário está com uma vida útil, já, vamos dizer assim, preocupante, porque ele tem mais de uns dois anos de vida útil. Mas a gente já está com um processo licitatório, iniciamos e vamos ver no próximo mês se vai dar certo essa nova licitação”, afirmou.
Segundo o secretário, a tendência atual da Prefeitura é transferir a operação do equipamento para a iniciativa privada. “E a ideia hoje, eu não sei amanhã, é da gente terceirizar, entregar a uma empresa que possa administrar”, disse.
O tema do aterro sanitário também ganhou destaque nas discussões do novo Plano Diretor do município. “Isso aí é o que ficou certo para a gente sentar e ver o que é que Mossoró quer sobre o novo aterro sanitário. Se vai se fazer um novo, se vai ser de empresas terceirizadas, como é que o prefeito vai viabilizar, vai focar nesse tema”, declarou.
A Secretaria de Serviços Urbanos é responsável pela coleta de resíduos sólidos no município, incluindo lixo residencial, entulhos e restos de poda. Miguel Rogério explicou que o volume de resíduos impacta diretamente a vida útil do aterro e reforçou a necessidade de participação da população na separação de materiais recicláveis.
“É importante que o lixo reciclado seja direcionado para as associações […]. Além de ajudar os catadores economicamente, evita daquele lixo, que não é lixo, é reciclado, ir para o aterro sanitário”, afirmou. A separação correta dos materiais recicláveis começa em casa e é essencial para o bom funcionamento da coleta seletiva.
Papel, papelão, plásticos, metais, alumínio, vidro e outros itens devem ser destinados às associações de catadores do município, como a Associação Comunitária Reciclando para a Vida (ACREVI) e a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Mossoró (ASCAMAREM), responsáveis pela triagem e encaminhamento desses materiais para a reciclagem.
Como parte da estratégia para reduzir o envio de resíduos ao aterro, a Prefeitura também planeja implantar ecopontos em diferentes bairros da cidade. “A gente está com o processo de construir ecopontos, e aí justamente o ecoponto vai receber aquele resto da construção civil”, disse.
O aterro é uma técnica moderna e segura, que impede a contaminação do solo, das águas subterrâneas e do entorno. O lixo é depositado em células impermeabilizadas e coberto diariamente, o que evita a proliferação de vetores de doenças.
O secretário destacou ainda que o descarte de resíduos da construção civil é responsabilidade dos proprietários das obras. “No caso de descarte do resto de construção civil é de responsabilidade do proprietário que está fazendo a construção, ou do empreiteiro ou do proprietário, então a Prefeitura de Mossoró recolhe, mas não é uma atribuição nossa”, afirmou.
Além da gestão de resíduos, a pasta atua em serviços como limpeza urbana, iluminação pública, manutenção de cemitérios e apoio a prédios públicos. Segundo Miguel Rogério, a secretaria recebe alta demanda diária da população. “Todos os dias nós recebemos uma demanda muito alta de solicitação de limpeza, de poda de árvore, de iluminação”, disse.
Durante o período chuvoso, a secretaria também intensifica ações preventivas para evitar alagamentos. “A Prefeitura Municipal contratou uma limpeza especializada em limpeza de bueiros, que tem ajudado muito a evitar inundações”, afirmou.
Fonte: AgoraRN