A seleção dos Estados Unidos chega à última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 com um objetivo que vai além da classificação à fase 16 avos de final. A equipe comandada por Mauricio Pochettino pode encerrar a primeira etapa da competição com a melhor campanha geral entre as 48 seleções participantes caso confirme o favoritismo diante da Turquia, nesta quinta-feira 25, e mantenha o desempenho que a colocou entre os destaques do torneio disputado em casa.
Os norte-americanos lideram o Grupo D com seis pontos após duas vitórias convincentes. Na estreia, derrotaram o Paraguai por 4 a 1. Na segunda rodada, superaram a Austrália por 2 a 0, resultado que consolidou a liderança da chave e elevou o saldo de gols da equipe para cinco positivos. O desempenho coloca os Estados Unidos entre as seleções com melhor aproveitamento do Mundial e abre a possibilidade de terminar a fase de grupos à frente de tradicionais candidatos ao título. A situação da Turquia favorece o cenário norte-americano. A equipe europeia chega à rodada final já eliminada após derrotas para Austrália e Paraguai. Sem chances matemáticas de alcançar sequer uma das vagas destinadas aos melhores terceiros colocados, os turcos entram em campo apenas para cumprir tabela. A diferença de momento entre as duas seleções aumenta as expectativas de uma nova vitória dos anfitriões.
Além dos três pontos, os Estados Unidos acompanham atentamente o desempenho de outras seleções que também podem encerrar a primeira fase com campanha perfeita. Dependendo dos resultados de equipes como Alemanha, Argentina, França, Inglaterra e Brasil, os norte-americanos podem terminar a etapa inicial com a melhor campanha geral ou entre as primeiras colocações do torneio, o que teria impacto simbólico e esportivo para a sequência da competição.
O cenário ganha relevância por ocorrer em uma Copa disputada em território norte-americano. A edição de 2026 vem sendo considerada um marco para o futebol nos Estados Unidos, país que tradicionalmente concentra sua atenção esportiva em modalidades como futebol americano, basquete e beisebol. O Mundial, porém, tem conseguido romper barreiras históricas e ampliar o interesse do público local. Os estádios registram altas taxas de ocupação, as transmissões acumulam audiência crescente e o ambiente nas cidades-sede passou a refletir o clima de Copa do Mundo de forma mais intensa do que em edições anteriores. Em centros como Miami, Los Angeles, Dallas, Atlanta e Nova York, torcedores de diferentes nacionalidades têm lotado zonas de convivência, bares e áreas de exibição pública dos jogos.
O bom desempenho da seleção norte-americana ajuda a impulsionar esse movimento. Após anos de investimentos em infraestrutura, formação de atletas e fortalecimento da Major League Soccer (MLS), os Estados Unidos veem sua equipe nacional alcançar um nível de competitividade que alimenta expectativas inéditas entre torcedores e analistas locais.
Fonte: Agora RN