Lançado em Mossoró, projeto prevê capacitação de quase 700 profissionais e atendimento a uma região com cerca de 1 milhão de habitantes; Hospital da Mulher também amplia estrutura com Casa da Gestante de 20 leitos.
O Rio Grande do Norte lançou nesta terça-feira 29, em Mossoró, o Projeto Bem-te-vi, voltado à redução da mortalidade materna e infantil em 63 municípios das 2ª, 6ª e 7ª Regiões de Saúde. A iniciativa pretende integrar atenção básica, maternidades e gestores, com capacitação de profissionais e adoção de protocolos para acompanhamento da gestação, parto e nascimento. O lançamento ocorreu no Hospital Regional da Mulher Parteira Maria Correia, durante visita dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Assistência Social, Wellington Dias. A unidade atende uma área de aproximadamente 1 milhão de habitantes.
O projeto terá três frentes de atuação. Na atenção primária, a meta é alcançar as 337 equipes de Saúde da Família da macrorregião, envolvendo quase 700 médicos e enfermeiros na qualificação do pré-natal e na identificação de gestações de risco. Nas maternidades, serão implantados protocolos de boas práticas e treinamentos para profissionais de três unidades de referência regional, em parceria com o Hospital Sofia Feldman, de Belo Horizonte. A terceira frente será destinada aos gestores municipais e hospitalares, com instrumentos para acompanhamento de indicadores maternos e infantis.
O programa também prevê a criação do Selo Bem-te-vi, certificação para municípios e unidades que cumprirem critérios de boas práticas na assistência. “O projeto vem trazer uma contribuição tanto pela atenção primária como nas maternidades regionais e também para a gestão, na qualificação das práticas de atenção às mulheres, ao nascimento e aos partos”, afirmou a diretora do Hospital da Mulher, Elenimar Costa Bezerra. O hospital já integra a rede regional de atendimento obstétrico, ginecológico, pediátrico e neonatal e alcançou a marca de mil partos em abril deste ano.
A implantação ocorre em paralelo a ações federais de prevenção da gravidez não planejada. Padilha afirmou que o RN recebeu contraceptivos de aplicação subcutânea destinados à atenção primária e às maternidades, em investimento de R$ 1,8 milhão. Segundo o ministro, o método pode ser oferecido após o parto e integra as medidas para reduzir a gravidez na adolescência. O Ministério da Saúde também vem ampliando no Estado o programa Agora Tem Especialistas, que já realizou mais de 48 mil procedimentos por meio de unidades móveis no RN.