O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN) realizaram, nesta quinta-feira 26, o 1º Encontro do Ecossistema Local de Inovação (ELI) da Construção Civil no Estado. A iniciativa reúne representantes do setor produtivo e do poder público com o objetivo de elaborar um planejamento estratégico coletivo, voltado à inovação, aumento de produtividade e sustentabilidade no setor.
Segundo o diretor de Operações do Sebrae-RN, Marcelo Toscano, o projeto busca envolver todos os atores e entes que impactam direta ou indiretamente a construção civil, construindo uma agenda comum para enfrentar os principais desafios do setor.
“Acredito que todos os atores que podem contribuir devem planejar juntos. Um simples ponto, se for verdadeiramente considerado, já ajuda a construir uma agenda estratégica bem-sucedida, enfrentando os gargalos de forma coletiva”, afirmou.
A metodologia, inspirada em uma experiência bem-sucedida em Londrina (PR), prevê cinco encontros entre julho e outubro. O objetivo é identificar os gargalos enfrentados por empresas e instituições do setor, organizar diagnósticos e construir um plano de ação conjunto que possa ser acompanhado e ajustado ao longo do tempo.
“É uma metodologia que apresenta resultados concretos e que deu certo. Os gargalos são apresentados e discute-se a melhoria nas instituições para que o segmento da construção civil possa crescer e se desenvolver. Apesar de termos cinco encontros programados, acredito que, para crescermos e nos desenvolvermos, será necessário monitorar o processo continuamente. Precisamos saber o que avançou e o que não avançou”, frisou Marcelo.
Para o presidente do Sinduscon-RN, Sérgio Azevedo, o ecossistema de inovação é um passo essencial para transformar o setor. Ele destacou que o momento é propício para dar um salto em produtividade, eficiência e sustentabilidade, com apoio de uma rede colaborativa.
“Nesses encontros, cada parte vai identificar e expor qual é o seu gargalo, qual é a sua dor, para que possamos, de forma conjunta, encontrar uma saída — ou algumas saídas — para enfrentar esses problemas”, disse.
Entre os gargalos mais comuns no RN apontados pelo presidente do Sinduscon, estão problemas com legislação, incentivos, licenciamento ambiental e burocracias institucionais.
“Todos devem ser contra o mau empresário, porque ele compromete o ambiente de negócios. Mas é preciso reconhecer que outros agentes, como legislações mal construídas, podem prejudicar o desenvolvimento sustentável. Antes de elaborar novas normas, é essencial ouvir os agentes envolvidos”, afirmou o presidente do Sinduscon-RN.
Atualmente, o Sinduscon-RN conta com cerca de 68 empresas filiadas. Entretanto, estima-se que mais de 500 empresas atuem no setor da construção civil no Estado. Segundo Sérgio, mesmo as empresas não filiadas serão beneficiadas pelos resultados do planejamento estratégico.
A proposta é melhorar o ambiente de negócios e estabelecer metas claras para o papel da construção civil no crescimento de Natal e do estado nos próximos anos. “O nosso trabalho é feito para beneficiar todas”, concluiu.
O projeto será executado ao longo do segundo semestre, com participação de instituições como a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), a Neoenergia, órgãos de licenciamento e instituições financeiras. Ao final do processo, será apresentado um plano de ação com medidas práticas para impulsionar o setor.