Se antes dividia os holofotes com outros astros da Seleção Brasileira, agora Vinícius Júnior tornou-se o principal protagonista da campanha do Brasil na Copa do Mundo de 2026. Com quatro gols em três partidas da fase de grupos, atuações decisivas e participação direta na maioria dos gols da equipe, o atacante consolidou o status de referência técnica do time comandado por Carlo Ancelotti e chega ao mata-mata como um dos principais candidatos à artilharia do torneio.
O camisa 7 marcou nas três partidas da fase de grupos — contra Marrocos, Haiti e duas vezes diante da Escócia —, repetindo um feito alcançado anteriormente apenas por grandes nomes da história da Seleção em Copas do Mundo. Além da eficiência diante do gol, Vini participou das principais jogadas ofensivas do Brasil e foi eleito o melhor jogador em todas as partidas disputadas até aqui, evidenciando a regularidade de seu desempenho.
A evolução do atacante também passa pela relação construída com Ancelotti. Depois de trabalharem juntos por várias temporadas no Real Madrid, treinador e jogador transportaram para a Seleção uma parceria marcada por confiança e liberdade tática. O técnico italiano reposicionou Vini como principal referência ofensiva da equipe, dando ao atacante maior protagonismo e responsabilidade na construção das jogadas e na definição das partidas.
O entrosamento ficou evidente na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia. Autor de dois gols, um deles de cabeça, Vini revelou após a partida que havia feito uma promessa ao treinador. Ancelotti, que costumava brincar sobre a dificuldade do atacante marcar pelo alto, prometera um presente caso ele balançasse as redes dessa forma. A aposta virou realidade e simbolizou o ambiente de confiança entre ambos.
Além dos números, Vini assumiu um papel de liderança técnica em uma equipe que voltou a apresentar intensidade, velocidade e agressividade ofensiva. Sem depender exclusivamente do retorno de Neymar, que voltou a atuar na partida contra a Escócia, o atacante do Real Madrid tornou-se o ponto de equilíbrio do sistema ofensivo, participando de cinco dos sete gols marcados pelo Brasil na fase de grupos.
O desempenho também representa uma resposta às críticas recebidas após a Copa do Catar, quando marcou apenas um gol em quatro partidas. Quatro anos depois, o cenário é diferente: mais maduro, experiente e acostumado a decidir grandes confrontos sob o comando de Ancelotti no futebol europeu, Vini transferiu esse protagonismo para a Seleção Brasileira. Seu histórico em mata-matas da Liga dos Campeões reforça a expectativa de que possa elevar ainda mais o nível nas fases eliminatórias do Mundial.
A classificação em primeiro lugar do Grupo C reforçou a confiança do elenco, mas Ancelotti adotou um discurso de cautela. O treinador destacou a evolução coletiva da equipe, elogiou o desempenho de Vini e afirmou que o Brasil ainda tem espaço para crescer durante a competição. Para o camisa 7, a missão agora é manter o nível apresentado até aqui e confirmar, também no mata-mata, o protagonismo que finalmente assumiu com a camisa da Seleção.
Fonte: Agora RN