Manifestação durou pouco mais de 2 horas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), e gerou engarrafamento de cerca de 1 km nos dois sentidos.
Cerca de 50 moradores de uma comunidade às margens da BR-110, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, interditaram a rodovia, nos dois sentidos, na manhã desta segunda-feira (19) em uma manifestação para cobrar a reimplantação de redutores de velocidade no trecho. Os moradores alegam preocupação com a velocidade que os veículos passam na via.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a manifestação começou por volta das 6h e foi encerrada às 8h30, após negociação com os moradores.
O Corpo de Bombeiros precisou ser acionado, já que os manifestantes colocaram fogo em materiais para bloquear a pista. A PRF informou que a manifestação aconteceu de maneira pacífica.
“O que eles estavam pleiteando é a questão de redutores de velocidade, físico ou eletrônico. Então a PRF, através da gestão da delegacia de Mossoró, está em contato com a gestão do Dnit para marcar uma reunião entre a liderança dessa comunidade, para eles sentarem à mesa e ter essa conversa”, explicou o policial rodoviário federal Lúcio Neto Alencar.
Segundo a PRF, foi registrado um engarrafamento de cerca de 1 km em cada sentido da BR-110 por conta da manifestação. A rodovia liga as cidades de Mossoró e Areia Branca.
O moradores da Comunidade Piquiri reclamam que havia um radar fixo no trecho que controlava a velocidade dos veículos que acabou sendo retirado há alguns meses.
A Inter TV Costa Branca procurou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para tratar sobre o equipamento, mas não recebeu respostas até a atualização mais recente desta reportagem.
Os moradores formalizaram um ofício ao DNIT pedindo a implantação de dispositivos de redução de velocidade, como lombada/quebra-molas ou outro mecanismo adequado para prevenir novos acidentes.
“O objetivo de chamar a atenção para uma demanda importantíssima para a comunidade, que é a instalação de redutores de velocidade. A comunidade informa que os veículos transitam diariamente em alta velocidade colocando a segurança dos moradores em risco”, falou a secretária da Associação de Moradores do Piqiri, Fabiana Aparecida.
De acordo com a PRF, em 2025, o trecho registrou 5 acidentes, sendo um grave com registro de uma morte. Em 2026, foram três acidentes, sendo dois grves, com duas mortes.
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Bombeiros atuaram para apagar fogo no trecho — Foto: Divulgação
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