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MP denuncia influenciador Hytalo Santos e marido por tráfico de pessoas e exploração sexual de menores

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou o influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, pelos crimes de tráfico de pessoas, produção de material pornográfico e favorecimento da prostituição e exploração sexual de vulneráveis. O casal está preso no presídio do Roger, em João Pessoa, desde 28 de agosto, quando foi transferido de São Paulo.

De acordo com o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pelas investigações, a denúncia foi baseada também na análise de que os dois buscavam alterar a aparência física de menores de idade que participavam da produção de conteúdos em redes sociais.

Segundo o Gaeco, a apuração revelou um “modus operandi estruturado e premeditado, voltado à exploração sexual de crianças e adolescentes, caracterizado pela utilização de artifícios de fraude, promessas de fama e vantagens materiais para atrair vítimas em situação de vulnerabilidade”.

O Ministério Público apontou que procedimentos estéticos e tatuagens de caráter sexualizado eram realizados, além de ambos manterem rígido controle sobre as rotinas e meios de comunicação dos adolescentes. Também foi requisitado pedido de indenização por danos coletivos no valor de R$ 10 milhões.

Conforme a denúncia, os crimes aconteciam da seguinte forma:

  • Tráfico de pessoas: Hytalo Santos e Israel Vicente agenciavam e aliciavam adolescentes e suas famílias com promessas, visando ao controle da liberdade e da vida íntima das vítimas para fins de exploração sexual;
  • Produção de material pornográfico envolvendo criança ou adolescente: geração e divulgação de conteúdos de cunho sexual em redes sociais, com finalidade de monetização e aumento de engajamento digital;
  • Favorecimento da prostituição ou exploração sexual de vulnerável: incentivo à prática de atos sexuais com terceiros, inclusive mediante situações de constrangimento, como a exposição de adolescentes em ambientes e papéis destinados à exploração sexual.

O caso será julgado pela 2ª Vara Mista de Bayeux.

 

Fonte: Agora RN

 

 

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