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Pesquisadores da UFRN usam videogame como laboratório para treinar IA

Os jogos de estratégia, conhecidos por desafiar a capacidade de raciocínio humano, vêm sendo cada vez mais utilizados como ambientes de teste para a inteligência artificial (IA). Atualmente, esses jogos não servem apenas para demonstrar avanços tecnológicos, mas também para treinar sistemas de IA que podem ser aplicados em áreas como saúde, indústria e defesa militar.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), pesquisadores do Instituto Metrópole Digital (IMD), por meio do GameLab, têm desenvolvido estudos nessa linha, mas com uma diferença: em vez de jogos de tabuleiro, eles usam o StarCraft II, clássico jogo de estratégia em tempo real, famoso por sua alta complexidade.

A pesquisa, coordenada pelo professor Charles Madeira, recebe o nome de “Construção automatizada de estratégias para jogos complexos, por meio de técnicas de aprendizado por reforço profundo”. O estudo trabalha com o conceito de aprendizado por reforço profundo, explica o professor.

“O agente interage com o ambiente por tentativa e erro, recebendo reforços positivos ou negativos e aprimorando suas ações com o auxílio de redes neurais profundas, que funcionam como o ‘cérebro’ do sistema”. O mecanismo é semelhante ao “aprendizado de uma criança que descobre como andar ou falar a partir das próprias experiências e da resposta do ambiente”.

Resultados e repercussões internacionais

O grupo já acumula conquistas relevantes. Um dos trabalhos mais recentes foi a publicação de um artigo de revisão sistemática sobre o tema em um periódico internacional do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE). O estudo, intitulado Deep reinforcement learning in real-time strategy games: a systematic literature review, é resultado do mestrado de Gabriel Caldas Barros e Sá, orientado por Charles Madeira.

“Fizemos uma categorização detalhada, mostrando as possibilidades e os desafios do uso desse tipo de abordagem em ambientes de grande complexidade, como o StarCraft”, explica o docente.

A publicação repercutiu no meio acadêmico e levou o professor a ser convidado para bancas e revisões de trabalhos em universidades estrangeiras. Em julho, ele participou de uma defesa de doutorado na Universidade de Sorbonne, em Paris, sobre o uso de aprendizado por reforço profundo aplicado à defesa aérea.

Do jogo para o mundo real

Ainda segundo Charles Madeira, “muitos dos sistemas atuais são baseados em regras preprogramadas, mas o ambiente de combate mudou. Agora, é preciso desenvolver sistemas adaptativos, capazes de encontrar novas estratégias em tempo real e se ajustar a situações que não foram previstas anteriormente”.

Além do campo militar, os avanços têm potencial para impactar outras áreas, como controle hospitalar, indústria, logística, finanças e até a busca por novos medicamentos.

 

Fonte: Tribuna do Norte

 

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