A queda de cabelo de até 100 a 150 fios por dia é considerada normal, segundo a dermatologista Alana Wanderley. Em entrevista ao programa Panorama 95, da rádio 95 FM Caicó, nesta quarta-feira 18, a médica afirmou que o aumento perceptível dessa quantidade deve acender um alerta para investigação médica.
“Em média, a gente perde de 100 a 150 fios de cabelo por dia. Isso é normal”, disse. “Mas quando passa dessa quantidade, claro que a gente não vai ficar contando a quantidade de fios… mas é notória a diferença quando aquilo não é mais normal. E aí, então, é hora de procurar ajuda”.
De acordo com a especialista, a queda capilar está entre as queixas mais frequentes nos consultórios. A principal causa, segundo a médica, é o eflúvio telógeno, condição caracterizada por queda acentuada após eventos de estresse físico ou emocional. “Quando ocorre algum estresse, tanto físico, orgânico, como na própria questão emocional, os fios entram em sua maior parte na fase telógena. E aí, a gente chama de eflúvio telógeno”, explicou.
Ela acrescenta que a queda também pode estar associada a outros fatores, como pós-parto, doenças hormonais, anemia, uso ou suspensão de medicamentos e perda de peso. “Dietas restritivas, a questão do uso de canetas emagrecedoras também, que fazem a perda de peso, podem ocasionar queda de cabelo”, afirmou.
A alimentação também influencia diretamente. “Algumas deficiências de vitaminas e nutrientes ocasionam a queda de cabelo e fazem parte da nossa investigação”, disse. Entre os exemplos, a médica citou deficiência de vitamina D e B12. “Falta de vitamina D e vitamina B12 é uma das causas mais frequentes de queda de cabelo”.
Segundo Alana Wanderley, alterações hormonais também podem provocar queda, incluindo a alopecia androgenética, conhecida como calvície. “Algumas mulheres com excesso de hormônio masculino no sangue, elas também vão desenvolver esse tipo de alopecia”, afirmou.
A dermatologista destacou ainda que o estresse pode desencadear outros tipos de queda, como a alopecia areata. “A alopecia areata é aquela famosa falhinha no cabelo, como um círculo. Isso daí pode ser ocasionado por um estresse muito grande na vida da pessoa”, disse.
Sobre tratamentos, a médica afirmou que não há soluções imediatas ou produtos milagrosos. “Nenhum shampoo e não existe também o remédio milagroso que pare a queda. O que tiver de cair, vai cair”, declarou. “O que a gente pode fazer é dar o suporte e organizar o que sistematicamente está desorganizado”.
Ela também alertou para a importância da frequência na higiene do couro cabeludo. “Tem que lavar todo dia ou no máximo dia sim, dia não”, orientou. “É mito dizer que se lavar o cabelo, o cabelo vai cair mais”. A médica ressaltou ainda que nem todos os casos são reversíveis. “O eflúvio telógeno, o eflúvio anágeno, a alopecia areata, muitas vezes são reversíveis. Mas existe também a alopecia androgenética, que é a calvície, que a tendência dela é só piorar”, afirmou.
A médica reforçou a importância do diagnóstico precoce e da avaliação especializada, inclusive antes de procedimentos como transplante capilar. “Não façam transplante sem antes procurar um dermatologista que diga se você tem indicação de transplante e qual é o tipo da alopecia”, disse.
Fonte: Agora RN
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