Marcelo Alves, o Marcelinho, médico potiguar e ex-participante do BBB 26, revelou nas redes sociais que foi diagnosticado com depressão. Ele contou que teve dificuldade para reconhecer em si mesmo sintomas que costumava identificar nos próprios pacientes.
“Eu sou médico e não estou imune a nenhuma doença. Eu sabia reconhecer os sintomas de depressão nos meus pacientes, mas demorei para aceitar que eles estavam acontecendo comigo também”, afirmou.
Segundo Marcelinho, uma das partes mais difíceis foi compreender que o conhecimento profissional sobre a doença não o tornava protegido dela. O relato chama atenção para uma barreira comum no cuidado: reconhecer o sofrimento e admitir a necessidade de acompanhamento.
Marcelinho relata cansaço e isolamento
O ex-BBB disse que tentou atribuir os sinais a outras causas. Entre os sintomas mencionados estão cansaço, falta de energia, vontade de se isolar e dificuldade de demonstrar externamente o que estava sentindo.
“Eu tentava explicar tudo de outra forma: o cansaço, a falta de energia, a vontade de me isolar ou até mesmo um sorriso em meio a eventos em que eu mostrava estar feliz, mas que, por dentro, eu estava acabado”, contou.
Marcelinho afirmou que demorou para admitir que precisava de ajuda, mas apresentou melhora depois de iniciar acompanhamento. “Hoje estou bem. Busquei ajuda e consegui atravessar esse momento”, declarou.
O médico decidiu compartilhar a experiência para chamar atenção especialmente para a saúde mental de profissionais da área. “Falo isso também porque muitos profissionais da saúde adoecem, mas têm dificuldade de pedir ajuda”, explicou.
O tema tem ganhado espaço no debate público. Em maio, convidados do podcast Conexão Saúde, da TV Agora RN, discutiram a necessidade de ampliar o acolhimento em saúde mental e o acesso ao tratamento especializado.
Depressão tem tratamento
O Ministério da Saúde explica que a depressão é uma condição médica grave, mas tratável. O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um profissional após avaliação do histórico e do estado mental do paciente.
Falta de energia, isolamento, perda de interesse por atividades antes prazerosas, alterações do sono e do apetite estão entre os sinais que podem aparecer. A presença de um sintoma isolado, porém, não permite concluir que uma pessoa tenha depressão.
Especialistas ouvidos anteriormente pelo Agora RN também destacam a importância de buscar apoio emocional desde os primeiros sinais de sofrimento. O tratamento pode envolver acompanhamento médico, psicoterapia e medicamentos, conforme as necessidades de cada paciente.
Quem precisar de atendimento pode procurar uma Unidade Básica de Saúde ou um Centro de Atenção Psicossocial. Em situações de emergência, a orientação é buscar uma UPA, pronto-socorro ou acionar o Samu pelo telefone 192. O Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional gratuito pelo número 188, todos os dias, durante 24 horas.
Fonte: AgoraRN
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