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Camilo Santana anuncia saída do MEC para se dedicar à campanha no Ceará

O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que deixará o comando do Ministério da Educação (MEC) após a apresentação de um balanço das ações da pasta referentes a 2025. A ideia é consolidar os principais resultados do ministério e, a partir disso, discutir com o presidente Lula (PT) a programação para sua saída do governo.

Durante conversa com jornalistas, Camilo afirmou que o balanço deve ser apresentado até março e que, a partir desse período, pretende se dedicar integralmente à agenda eleitoral de 2026.

O ministro, que é senador licenciado pelo Ceará e foi governador daquele estado entre 2015 e 2022, já declarou apoio à reeleição de Lula e do governador Elmano de Freitas (PT-CE).

“Estamos fazendo um balanço de 2025 das ações do MEC. No país e no Ceará não podemos retroceder”, afirmou. Segundo o ministro, o estado vem recebendo o maior volume de investimentos estruturantes de sua história, o que, segundo ele, reforça a importância de manter o atual projeto político.

Camilo também indicou que ainda deve se reunir com o presidente Lula para alinhar tanto a apresentação do balanço dos anos de governo quanto o planejamento político de sua saída do ministério.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o movimento faz parte da reorganização do governo diante da antecipação das articulações eleitorais.

O ministro da Educação disse que pretende pautar na campanha eleitoral o retorno das políticas públicas interrompidas durante a gestão anterior e o respeito do governo federal aos estados.

“Eu fui governador e sei como fui tratado no governo passado. Então, esse debate nós vamos fazer a nível do meu estado, que eu represento como senador da República com mandato. Tenho mandato e poderei voltar para me dedicar, porque você sabe que papel de ministro a gente anda o Brasil inteiro, então a gente fica ausente do nosso estado. Vou me dedicar muito para que não haja retrocesso no Ceará e nem no Brasil”, disse.

O nome de Camilo Santana para disputa do governo do Ceará começou a ser ventilado após pesquisas eleitorais apontarem cenário desfavorável para o atual governador Elmano de Freitas ante o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).

Haddad diz que decisão sobre 2026 vai ser tomada em diálogo com Lula

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira 19 que vai bater o martelo sobre o seu papel nas eleições de 2026 em diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um processo que descreveu como uma “conversa de dois amigos.” Ele vem resistindo a se candidatar, mas há pressão para que dispute o Senado ou o governo de São Paulo.

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad – Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Durante entrevista ao UOL, Haddad destacou que já negou pedidos do presidente antes. “O Lula fez tudo que foi possível para eu sair candidato a prefeito em 2020, e eu não saí”, disse. “Quando ele ganhou o título de cidadão parisiense, ele me convidou para acompanhá-lo, e ele a viagem toda ficou pedindo para eu ser candidato, e eu não fui.”

O ministro quer deixar o cargo no começo deste ano, antes do prazo de desincompatibilização para candidatos, em abril, mas não cravou uma data. Ele disse considerar importante que seu sucessor assuma a função na largada do ano, para assumir o comando de funções como execução orçamentária e financeira. O secretário-executivo de Haddad, Dario Durigan, é visto como favorito.

Ele reiterou que já afirmou, em todas as ocasiões, que não pretende se candidatar, mas que chegará a um consenso sobre o tema com Lula. Haddad disse que levou suas colocações, ouviu as do presidente, mas que não está pensando em cargos atualmente, e sim querendo um tempo para discutir o projeto de País.

“Tenho ouvido o presidente Lula e, obviamente, começamos a semana passada a conversar sobre isso. Nós não concluímos nada nessa primeira conversa, ele está colocando os pontos dele, eu estou colocando os meus, muito respeitosamente, de parte a parte. E nós vamos chegar a algum consenso logo mais”, afirmou.

“Estou querendo um tempo para discutir um pouco o País, o projeto de País, o que vai ser do Brasil nesse contexto internacional, quais são as formas de nos inserir nesse quadro tão dramático que nós estamos vivendo, tão desafiador, tanto interna quanto externamente. Eu estava querendo esse tempo para mergulhar um pouco nessas temáticas”, completou.

‘Sou pré-candidato ao governo do Rio’, admite oficialmente Eduardo Paes

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), falou pela primeira vez de forma explícita que será candidato a governador nas eleições de 2026. Até esta segunda-feira, a despeito da intensa movimentação nos bastidores desde o início do ano passado, ele deixava no ar a intenção de concorrer, mas nunca a admitia. Paes também reforçou que apoiará a reeleição do presidente Lula (PT).

“Sou pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro”, disse, após comandar a primeira reunião de secretariado do ano, que também pode ter sido sua última antes de deixar a prefeitura. “O Rio tem solução, a segurança tem solução. Mas a solução não será entregando a segurança a grupelhos políticos.”

Eduardo Paes
Prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD) – Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Ao lado dele, ao fazer a declaração, estavam duas figuras-chave: o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que assumirá a prefeitura, e o deputado federal Pedro Paulo, presidente do PSD no estado.

Para ficar apto a disputar, Paes precisa se desincompatibilizar do cargo até 4 de abril, seis meses antes do dia do voto. A tendência, contudo, é que ele passe a prefeitura para Cavaliere em 20 de março.

Paes tem tentado atrair o apoio de prefeitos e de dirigentes de partidos que lhe dariam capilaridade no estado. Um dos desafios do carioca é expandir sua votação para fora da capital.

Ainda é cedo para bater o martelo, mas alguns nomes despontam como opções de vice da chapa. Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, é considerado o favorito.

Diferentemente de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, o Rio concentra mais de 70% do eleitorado na Região Metropolitana. Por isso, a Baixada e municípios que fazem divisa com a capital na parte leste, como São Gonçalo, são cruciais.

 

 

 

Fonte: Agora RN

 

 

 

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