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Irã reabre Estreito de Ormuz durante cessar-fogo e petróleo recua

O governo do Irã anunciou nesta sexta-feira 17, a reabertura total do Estreito de Ormuz para navegação comercial durante o período de cessar-fogo com os Estados Unidos, em vigor até a próxima quarta-feira, 22.

A liberação da rota, considerada estratégica para o comércio global de energia, provocou reação imediata no mercado, com queda nos preços do petróleo.

O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, que confirmou a retomada da circulação de embarcações comerciais no trecho.

Segundo o governo iraniano, todos os navios poderão transitar livremente pelo estreito durante a vigência da trégua, em rotas previamente coordenadas com as autoridades marítimas do país.

Dados de monitoramento marítimo já indicavam a normalização do tráfego antes mesmo da confirmação oficial.

Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo Pérsico transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, marcando os primeiros embarques desde o bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos no início da semana.

A reabertura do estreito era uma das principais exigências dos EUA nas negociações, sendo considerada um passo relevante para a redução das tensões na região.

O presidente Donald Trump reagiu ao anúncio agradecendo ao Irã, mas afirmou que o bloqueio naval norte-americano na saída da rota — já no Golfo de Omã e no Mar Arábico — será mantido até a conclusão total das negociações.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o estreito está “completamente aberto e pronto para negócios”, mas condicionou a retirada das tropas ao avanço definitivo do acordo.

O presidente também declarou que o Irã teria se comprometido a não voltar a fechar a passagem, informação que ainda não foi confirmada oficialmente por Teerã.

Desde o início da atual escalada de tensão no Oriente Médio, no fim de fevereiro, o Irã havia restringido o tráfego no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo.

Pelo corredor marítimo, localizado entre o Irã e Omã, transitam cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos globalmente.

Com largura que chega a cerca de 35 quilômetros em alguns trechos, o estreito é considerado um ponto sensível do comércio internacional, dada a capacidade de controle exercida pelos países da região.

Durante o período de bloqueio, o Irã chegou a ameaçar e atacar embarcações, em resposta a ações militares dos Estados Unidos e de Israel.

A reabertura da via marítima, ainda que temporária, reduz a pressão sobre o fluxo global de energia e pode contribuir para maior estabilidade nos mercados internacionais, ao menos enquanto durar o cessar-fogo.

 

Fonte: AgoraRN

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