O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados, que atua para impedir a votação do chamado PL da Misoginia. Na fala, o parlamentar criticou a proposta e afirmou que o projeto poderia restringir críticas a integrantes do governo federal.
Segundo Nikolas, questionamentos sobre gastos públicos envolvendo a primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) estariam sendo classificados como atos de misoginia. O deputado também ironizou a tramitação da proposta ao afirmar que “a gente deve estar sem preocupação mesmo no Brasil hoje”.
Durante o pronunciamento, o parlamentar voltou a criticar despesas relacionadas às viagens da primeira-dama e afirmou que o governo não teria prestado informações sobre uma viagem oficial a Nova York. Também fez críticas ao cenário econômico, mencionando o aumento dos preços dos combustíveis e dos alimentos.
Nikolas ampliou os ataques ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o Congresso deveria priorizar temas ligados à segurança pública em vez da criminalização da misoginia.
O deputado também mencionou o ex-ministro Silvio Almeida ao criticar a atuação do governo em casos de denúncias envolvendo integrantes da gestão federal.
Defesa de endurecimento na segurança
Ao encerrar o discurso, Nikolas Ferreira afirmou que o combate à violência contra as mulheres depende do endurecimento das políticas de segurança pública e da permanência de criminosos na prisão.
Segundo o parlamentar, projetos voltados à criminalização da misoginia não seriam suficientes para proteger as mulheres. Durante a fala, ele declarou que o enfrentamento da criminalidade exige medidas mais rigorosas e afirmou que “o que protege as mulheres é não deixar estupradores e pedófilos saírem da cadeia” e que “o que protege é um fuzil”.
Fonte: Agora RN
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