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Prazo de Trump para acordo com o Irã chega ao fim sob ameaças de ataque

O prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã feche um acordo e reabra o Estreito de Ormuz termina nesta terça-feira 7, às 20h no horário da costa leste dos EUA (21h em Brasília e 3h30 de quarta-feira em Teerã). As informações são da CNN.

Trump afirmou que, caso não haja acordo, o país poderá realizar ataques contra a infraestrutura iraniana.

Ameaças dos EUA

O ultimato foi divulgado no domingo 5, em publicação na rede Truth Social, quando Trump afirmou que poderia bombardear estruturas iranianas caso o estreito não fosse reaberto.

Na segunda-feira 6, ele voltou a comentar o tema e disse que os Estados Unidos têm um plano para atingir alvos no país. “Quero dizer, demolição completa até meia-noite”, afirmou.

O presidente também mencionou a possibilidade de atingir pontes, usinas de energia, poços de petróleo e usinas de dessalinização.

Resposta do Irã

Autoridades iranianas reagiram às declarações. O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaqari, classificou as ameaças como “infundadas” e “delirantes”.

“Se os ataques contra alvos não civis se repetirem, nossa resposta retaliatória será muito mais enérgica e em uma escala muito maior”, afirmou.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã também pediu que a população americana responsabilize o governo pelo que chamou de “guerra injusta e agressiva”.

Debate sobre legalidade

Especialistas apontam que ataques a infraestruturas civis podem ser considerados crimes de guerra, conforme as Convenções de Genebra.

A ex-advogada militar Margaret Donovan afirmou: “Há muitos ex-advogados militares e juristas que têm hesitado em afirmar que qualquer bombardeio contra infraestrutura civil constitui um crime de guerra, porque existem casos em que isso é permitido. Mas a retórica do presidente neste fim de semana, para mim e acredito que para muitos outros, mudou nossa opinião sobre isso”.

“Estamos testemunhando basicamente uma ameaça direta a algo que sabemos que será catastrófico para os civis”, acrescentou.

A Casa Branca afirmou que os Estados Unidos seguem o direito internacional. Questionado, Trump disse que não estava preocupado e que o crime de guerra seria “permitir que o Irã tivesse uma arma nuclear”.

Negociações

Trump afirmou que o Irã é um “participante ativo e disposto” nas negociações e que as conversas com intermediários estão “indo bem”.

Paquistão, Egito e Turquia atuam como mediadores, mas as negociações indiretas foram interrompidas na semana passada.

Uma proposta de cessar-fogo de 45 dias e reabertura do Estreito de Ormuz foi discutida, mas não houve acordo. Trump chamou a proposta de um “passo significativo”, mas afirmou que “não é suficiente”.

O Irã rejeitou a proposta e informou que uma pausa nos combates permitiria que os adversários se preparassem para continuar o conflito.

Segundo a mídia estatal iraniana, Teerã apresentou uma resposta com dez pontos, defendendo o fim permanente da guerra “de acordo com as considerações do Irã”.

 

Fonte: Agora RN

 

 

 

 

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