O presidente do PL em Natal, Coronel Hélio, confirmou que será candidato ao Senado pela chapa da direita na disputa eleitoral do Rio Grande do Norte. A apresentação da pré-candidatura aconteceu no último sábado 21, em um evento realizado na Grande Natal que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Além de Hélio como candidato ao Senado, a chapa da direita no RN terá o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) como candidato ao Governo do Estado, com Babá Pereira (PL) como candidato a vice-governador, e o senador Styvenson Valentim (PSDB) como o outro nome para o Senado. O senador Rogério Marinho (PL) coordena e apoia a chapa.
Em entrevista a O CORREIO DE HOJE, Coronel Hélio relata que sua entrada na disputa foi resultado de um processo iniciado após as eleições de 2024, com incentivo de grupos ligados à direita e respaldo de Rogério Marinho, com quem mantém relação política desde 2014. “Eu sou presidente municipal do PL e estou junto com o senador Rogério Marinho desde 2014”, afirmou, ao lembrar que passou a atuar politicamente “no combate à ideologia de gênero, escola sem partido” e que encontrou no senador “uma porta que pudesse ser a minha voz e a voz de outras pessoas”.
Hélio disse que inicialmente não pretendia disputar cargos eletivos, mas condicionou sua participação ao Senado. Segundo ele, a decisão está ligada ao papel que atribui à Casa. “O Senado hoje tem um papel fundamental na redemocratização do Brasil, para nos trazer de volta as nossas liberdades”, declarou.
O pré-candidato ao Senado defende ações mais duras no Congresso. “Vai ser necessário tomar medidas muito duras no Senado Federal para restabelecer a democracia, restabelecer as nossas liberdades individuais que estão hoje ameaçadas”, disse.
A construção da pré-candidatura ocorreu, segundo o próprio, sem estrutura política tradicional. Hélio afirmou ter percorrido o Estado em uma agenda própria. “Andei 90 mil quilômetros. Andei em 115 municípios. Já que eu não tinha vereador, não tinha prefeito, não tinha nada. Fui por meio do povo”, declarou. Ele associou esse movimento ao crescimento nas pesquisas. “Comecei a aparecer nas pesquisas e comecei a virar um problema. A verdade é essa”, disse, ao relatar que seu nome passou a disputar espaço em um cenário inicialmente considerado definido. Nesse contexto, descreveu o rearranjo político que abriu espaço para sua candidatura.
Com a costura, Rogério Marinho abriu mão de disputar o Senado para coordenar a campanha presidencial de Flávio. Com isso, Álvaro Dias — que disputaria o Senado — virou o candidato do grupo, sobrando a vaga para Coronel Hélio.
O pré-candidato destacou o apoio político recebido para consolidar seu nome. “Um manifesto assinado pelo senador Rogério Marinho com apoio de quase 30 prefeitos, oito deputados estaduais e vereadores de todo o Estado vai consolidar o meu nome dentro da chapa”, disse.
Segundo ele, esse movimento reflete o estágio atual da disputa. “Eu acho que eu já atingi um determinado tamanho, um determinado nível. E as pesquisas mostram isso. É um empate técnico”, afirmou, ao comparar seu desempenho com nomes já consolidados na política estadual.
Ao tratar da composição do grupo político, Hélio enfatizou a necessidade de unidade. Ele citou lideranças nacionais e estaduais ao relatar o ato recente. “Rogério é o meu líder político. Flávio é o nosso líder nacional”, disse. Para ele, o alinhamento é condição para a disputa. “Vamos mostrar ao povo do Rio Grande do Norte que nós temos um projeto, estamos unidos e temos que representar o povo independentemente de qualquer coisa”, afirmou, acrescentando que “as nossas pequenas diferenças, se é que existem, elas têm que ser deixadas de lado”.
O posicionamento ideológico foi reiterado como eixo central da candidatura. Hélio se definiu como parte do campo conservador e alinhado ao bolsonarismo. Ao comentar o cenário eleitoral, destacou a influência nacional. Ele afirma que, com o crescimento de Flávio Bolsonaro, nomes identificados com a direita tendem a crescer no RN. “A população está se conectando muito com a nacional, entende a importância de ter um projeto regional conectado com o projeto nacional de mudança”, disse.
Apesar da vinculação ao grupo político, Hélio afirmou que pretende manter atuação independente. “Uma postura independente, como sempre foi. Eu nunca tive amarras de famílias políticas”, declarou. Ao justificar sua presença no debate, voltou a mencionar o percurso realizado. “Eu ganhei 115 municípios sozinho”, disse, ao ser questionado sobre resistências internas ao seu nome.
Ao final, indicou que sua atuação, caso eleito, terá foco em áreas como educação, apontando indicadores do estado como prioridade. “O Rio Grande do Norte tem índices alarmantes na educação. Nós precisamos ajudar o Estado a sair desse atraso”, afirmou, ao associar a pauta à sua própria trajetória. “Eu sou aluno de escola pública e acredito que a educação transforma a realidade”, concluiu.
Fonte: AgoraRN
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